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sábado, 14 de setembro de 2013

Minha Decepção com Bling Ring



Antes de escrever sobre esse filme tenho que esclarecer duas coisas a vocês:

1- Antes de assisti-lo estava prestes a ver um outro filme chamado "No" sobre a ditadura de Augusto Pinochet no Chile, pra quem não sabe ele foi indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro e essa semana, dia 11 de setembro além de fazer aniversário de 12 anos do atentado das torres gêmeas, completaram-se 40 anos que a ditadura de Pinochet foi abaixo e achei que seria legal falar disso no blog. Estava toda alegre e numa vibe historiadora até que quando coloquei o filme ele estava sem legenda e com o áudio atrasado, resumindo: não estava afim de ver um filme "fútil", ou nem tanto quanto parece, como Bling Ring;

2- Não sou a melhor pessoa pra falar de filmes pois sempre me deixo levar pelas minhas emoções, mas vamos lá:

Bling Ring conta a história real de uma gangue de adolescentes de Los Angeles que roubavam às casas de  celebridades. Eles verificavam no Google onde o dono estaria na noite e onde era sua locação, entre eles estavam Lindsey Lohan e Paris Hilton. Tudo começou quando Marc, um garoto que não se achava tão bonito e era um tanto quanto "excluído", ingressou na mesma escola que Rebecca, uma garota que tinha como principal ídolo Lindsey Lohan e era apaixonada por moda e o mundo luxuoso estilo Beverlly Hills, esta se torna a "melhor amiga" de Marc e logo no primeiro dia já rouba um carro e dá uma festa em sua casa. 
Marc não consegue ser ele mesmo e acaba se apaixonando por Rebecca e cedendo a todos os seus pedidos e o que começou com uma bolsa Birkin acaba virando malas e malas de roupas e acessórios depois que Chloe , Nicki e Sam entram para a guangue. Eles se tornam cobiçados em meio a festas, muita bebida, cocaína, maconha e roupas da Chanel.


Ema Watson foi tom do filme, sem querer puxar saco mas já puxando


Uma das minhas cenas preferidas (e ela nem tem música)

Sofia Coppola as meninas da gangue

Eis que já sabem que não estava tãao animada para assistir a esse filme em verdade vos digo que ele me decepcionou. Por que?
 A personagem principal deixou de ser a chefe da gangue, Rebecca, para ser Nicki, a personagem de Emma Watson, porque, não sei se por ela ser assim na vida real ou má atuação, ela era sem graça, quase não falava, só agia.

Estava esperando por mais ação, mais festas dentro das casas, mais crimes hahaha mas o trailer me fez sentir mais animada que o próprio filme.

Os personagens me deram nojo porque tudo que eles sabiam fazer era roubar, fumar e chamar a si mesmos de vadia, putinha e covarde. De humano, só encontrei Marc, ah, coitado do Marc! Isso só me fez ter mais repulsa a certos valores norte-americanos porque como é citado, eles adoram o estilo "Bonnie & Clyde" e até criaram uma página de fãs do Marc no Facebook tudo por ele ter assaltado a casas de celebridades! WTF??

Por outro lado, me apaixonei pela trilha sonora que é recheada de eletrônica e hip hop e se encaixou perfeitamente em todas as cenas entre elas estão "Crown on the Ground" do Sleigh Bells e "Drop it Low" do Chris Brown e da Ester Dean. Além disso as atuações estavam magníficas, só não entendi muito bem a Rebecca como já expliquei.


Foto dos reais personagens

Vale a pena ver o filme, Sofia Coppola soube o que fez com essa história real e o filme é sim bom, assista.Aqui em baixo colocarei o trailer e a trilha sonora, espero que gostem!

 

terça-feira, 10 de setembro de 2013

E aqui vai minha primeira resenha: Selvagens





Com certeza, Selvagens é um dos livros mais diferentes que já li. Por que?
Tem
parágrafos
de mais,
capítulos com apenas uma fala e uma disposição estranha de palavras com duplo sentido (O-BAM-a!). Além de ter uma narrativa instigante sobre dois amigos donos de um negócio de maconha na Califórnia que dividem a mesma namorada, tudo estava indo muito bem até esta ser sequestrada por uma facção de drogas mexicana oponente, justo quando os três estavam decididos a sair da guerra do tráfico.Segue abaixo a primeira resenha que posto no blog sobre uma obra que super indico:


     Apesar dos pesares

Chon, um ex-militar das forças armadas que já havia visto de tudo no mundo da violência, e Ben, um filho de psiquiatras de classe média alta "bundista" (budista não sério como Don Winslow diria), possuem a empresa C&B que é uma das maiores distribuidoras de maconha geneticamente modificada. Os dois dividem o amor de Ophelia (O.), uma mulher que eu chamaria de desocupada e patricinha, filha de Rupa (Rainha do Universo Passiva-Agressiva).



Os dois estão prestes a se desvincular do negócio selvagem da marijuana quando a outra potência da maconha, o mexicano Cartel de Baja os intima a fazer uma negociação, podem escolher entre
"De Acordo
ou
Decaptação"


Mas Ben e Chon não querem mais sócios ou qualquer um que interfira em seus assuntos e, através da espionagem, o CdeB percebe o quão Ophelia é importante para eles e esta acaba sendo raptada.

Superficialmente descritos, os personagens são histeriótipos ridículos, os machões do negócio da maconha americana e mexicana, a mãe descontrolada e a filha que só faz compras, mas ao longo da história percebi que me enganei ao julga-los. Don Winslow, apesar de toda violência, nos mostra o quão humanos são pela metáfora de selvagens, tudo que fazemos está ligado a nossa sobrevivência, desde as coisas mais simples como se alimentar, como decapitar para salvar sua própria vida. E escreve com um humor cheio de palavrões sim mas se não o fizesse, a história não seria a mesma, não seria tão diferente, completamente fora dos padrões de qualquer outra que já tenha lido.

A partir daí surge Helado (Lado), o traidor de Ben e Chon sem pena, e Elena, a chefe do Cartel que faz de tudo para proteger seus filhos em meio a esse conflito e acaba até gostando um pouco de O.

Winslow também faz uma grande crítica a alguns aspectos dos EUA, como a imigração, preconceito racial e tráfico de drogas, além de chamar Bush de "fantoche de pano" e Obama de "imigrante desempregado".





Concluindo: Todos nós, de certa forma, somos selvagens! Aproveitem e assistam o trailer do filme lançado no ano passado pelos estúdios da Universal e dirigido por Olive Stone (Platoon) e estrelado por Blake Lively.